Grupos de Trabalhos

Os grupos de trabalhos ocorrerão nos dias 19, 20 e 21 de agosto, as 14h, simultaneamente.

Cada GT conta com coordenação e debatedor convidado.

 

Direitos e políticas para crianças indígenas.

Desde a Constituição de 1988, os índios do Brasil passaram a ser considerados como detentores de direitos específicos que devem garantir sua condição e sua permanência no território nacional. É sabido, no entanto, que muitos desses direitos não têm sido devidamente efetivados, apesar de garantidos pela legislação. Ações de ruralistas e construções de megaempreendimentos, por exemplo, desafiam a conquista dos direitos indígenas. A proposta deste GT é ampliar o debate sobre políticas públicas que garantam direitos indígenas constitucionais tendo como foco as crianças. Como garantir políticas específicas para crianças indígenas sem enquadrá-las num modelo ocidentalizado de infância é uma das reflexões que se propõe discutir. Textos que reflitam acerca dessa problemática serão privilegiados no GT a fim de que possamos ampliar o debate tanto no que se refere aos exemplos etnográficos quanto à reflexão mais ampla sobre criança indígena e política pública no Brasil.

Coordenação: Ana Elisa Santiago e Thais Montovanelli – (PPGAS, UFSCar).

Debatedor – prof. Dr. Levi Pereira Marques, UFGD

20/08

Assis de Oliveira. Repensando as políticas de enfrentamento da violência sexual contra crianças no contexto de povos indígenas: processo em curso no município de Altamira-PA.

Estela Scandola. Princípios e caminhos para atenção integral aos direitos das crianças dos povos indígenas.

Silvana Nascimento. Reflexão sobre atuação da rede de proteção à criança e ao adolescente nos casos em que envolva o abrigamento, a reinserção familiar e adoção de crianças indígenas kawiová.

 21/08

Amanda Danaga. A circulação de saberes entre os Guarani e o lugar da escola.

Driéli da Silva Vieira. A presença de indígenas comercializando artesanato na companhia de suas famílias em Maringá/PR tem gerado indignação à sociedade envolvente, pois segundo muitos, as crianças indígenas realizam trabalho infantil e estão em situação de vulnerabilidade e risco. Desde então, o debate sobre a formulação de políticas para esses grupos tem pairado nos espaços públicos municipais.

Jéssica Maciel. A presente pesquisa faz parte do projeto: “Crianças Kaiowá e Guarani em situação de acampamento na região sul do estado de Mato Grosso do Sul”, PIBIC/CNPq. Trata-se de um estudo antropológico/etnográfico que reflete acerca de políticas públicas voltadas para as crianças indígenas, nas seguintes áreas: Guira-Roka (Caarapó), Laranjeira Ñanderu (Rio Brilhante), Pakurity e Apika’y (Dourados/MS).

Cleonice Perotoni. Jogos tradicionais indígenas, valores culturais.

 22/08

Estela Scandola. Mapeamento étnico-racial do território da UBSF Aquino Dias Bezerra- vida Nova.

Diana Monsalve Morales. Socializaremos la experiencia de la OIA en torno a la Atención Integral a la Primera Infancia Indígena en el pueblo embera eyábida para fortalecer a las comunidades en el estar bien de los niños y las niñas, respetando el derecho mayor de la cultura, sus prácticas ancestrales y en coherencia con los Planes de Vida, generando espacios de diálogo y aprendizaje intercultural.

Falbert Mauricio de Sena. Infanticídio Indígena: Direito Humano da Criança ou Direito Humano da Sociedade Indígena? A vida individualmente considerada possui valor absoluto e nunca pode ser relativizada na ordem constitucional brasileira? Em outras palavras a ordem constitucional brasileira pode ser qualifica da como defensora da multiculturalidade indígena abarcando outras cosmovisões?

Marlise Rosa. O infanticídio e seus usos pelo legislativo brasileiro.

 


Crianças indígenas nas escolas.

A busca por educação escolar por parte dos povos indígenas, contemporaneamente, em sua forma “específica, diferenciada e intercultural”, garantida pela legislação que normatiza as escolas indígenas em nosso país, ou por escolas “não diferenciadas”, no campo, nas cidades e nas aldeias, tem produzido os mais variados efeitos no contexto de cada povo, sobretudo a partir dos tipos de relação que os estudantes indígenas, em especial as crianças, constroem com essa instituição. Tendo em vista este contexto, a proposta do GT é reunir pesquisas que apresentam discussões sobre crianças indígenas e as suas atuações no cotidiano escolar. O interesse é por trabalhos que incluam debates sobre práticas pedagógicas, destacando como as crianças interagem com essas práticas e com os professores, assim como pesquisas que buscam compreender as formas como a escola é apropriada e significada pelas crianças, ou seja, como elas elaboram reflexões sobre este espaço. Os trabalhos podem abordar ainda os diferentes processos pelos quais as crianças indígenas vêm se formando enquanto estudantes e quais as possíveis implicações que isso produz na transmissão dos conhecimentos indígenas e na formação de seus corpos.

Coordenação: Camila Beltrame (PPGAS-UFSCar) e José Valdir Jesus de Santana (PPGAS-UFSCar e UESB)

Debatedora: Célia Collet, UFAC.

 

19/08

João Carlos Gomes

Tania Milene Nugoli Moraes

Josué Carvalho

Veronice Lovato Rossato

Priscilla Lima Da Silva

20/08

Leosmar Tsimi Udo Tseretsu

Suselaine Ap. Zaniolo Mascioli

Sandra Benites

Zilda Priprá

Jeane Colares Da Silva

Selma das Graças de Lima

21/08

Patrícia dos Santos Silva

Marcella Hauanna Cassula

Beatriz Sales da Silva

Rosangela Celia Faustino

Adriana Silva Oliveira

 


Infâncias e Crianças: Pesquisas em Antropologia da Criança

O objetivo deste GT é congregar pesquisas recentes em Antropologia da Criança que propõem reconhecer as crianças como produtoras de culturas, tanto na construção e consolidação das relações sociais como na sua contínua produção de sentidos e significados, divergindo da perspectiva da criança como ser incompleto, a ser “socializado” ou “enculturado”.

Considerando, então, que as crianças são interlocutoras privilegiadas à compreensão de certos aspectos da sociedade e cultura, os quais são suprimidos pelas concepções adultas, as pesquisas com crianças vem ganhando mais relevância no debate etnográfico e analítico. Esperamos possibilitar a discussão entre estudos atentos à agência e produção de sentidos e concepções das crianças; análises sobre noções sociais de infância; ou que exercitem reflexões metodológicas e teórico-analíticas sobre a pesquisa com crianças. Pretendemos, também, dar destaque aos temas conhecimentos, saberes, processos e aprendizagens articulados por crianças.

Coordenação: Amanda Marqui (PPGAS-UFSCar)

Debatedor : Felipe Vander Velden (UFSCar)

 

19/08 – Concepções indígenas de infância

Íris Morais Araújo –  Osikirip: sobre as crianças especiais Karitiana: um estudo sobre noção de pessoa ameríndia

Marcia Lucia Anacleto de Souza – “Eles não vivem divisa de terras”: a produção de significados infantis à identidade quilombola

Joziane de Azevedo Cruz – As infâncias e os espaços de circulação de crianças kaiowá da Aldeia Jaguapiru em Dourados\MS.

Carine Monteiro de Queiroz -Infância Recontada em Múltiplas Linguagens: relato de uma pesquisa com as crianças indígenas Kaimbé, no nordeste brasileiro

Marcos Ribeiro da Silva

20/08 – Etnografias sobre educação escolar indígena/
Pesquisas em antropologia da criança

Rita de Cácia Oenning da Silva

João Rodrigo Vedovato Martins

Lucília da Glória Alves Dias – Técnicas de pesquisa no estudo com crianças indígenas

Joel Silveira Ledesma – Em fronteiras: pesquisa com crianças em escolas de fronteira Brasil/Paraguai

Laura Matos Cavalcante Bueno – Os índios não são iguais: sócio diversidade e práticas pedagógicas

Pia Leavy – La alteridad indígena infantil en la implementación de acciones de asistencia alimentaria.

Carla Regina de Almeida Corrêa – Vivência docente na assistência de enfermagem à criança indígena

 

21/08 – Processos de ensino e aprendizagem –
teorias indígenas do conhecimento

Joana Cabral de Oliveira

Wailui Marli Camlém

Sofia Santos Scartezini – O Valor da Criança: Aprendendo Brincando Com as Crianças Inў-Karajá

Edson Tosta Matarezio Filho – Para crescer é preciso sofrer – A Festa da Moça Nova dos Ticuna

Beatriz dos Santos Landa – As brincadeiras das crianças Guarani e Kaiowá na aldeia Porto Lindo/ Japorã–MS

Claudemiro Pereira Lescano – Fundamentos de educação guarani e kaiowá – processo próprio de ensino aprendizagem na aldeia Taquaperi em Mato Grosso do Sul

 


 

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INFORMAMOS QUE TODOS OS TRABALHOS APRESENTADOS DURANTE O SEMINÁRIO RECEBERÃO CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO E PUBLICAÇÃO EM ANAIS ELETRÔNICOS

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