Conferências e Mesas Redondas

18 de Agosto

Conferência de Abertura com Andrea Szulc, Universidade de Buenos Aires :

Crianças Mapuche e direitos indígenas na Argentina”  .

Atualmente os povos indígenas têm ganhado cada vez mais visibilidade na Argentina e maior poder de reivindicação de seus direitos. O povo mapuche, que se divide entre a Argentina e o Chile, tem sofrido com a espoliação de suas terras mas também com a exploração mineral, em especial de petróleo, o que tem causado mortes e problemas sanitários pela poluição do solo e das águas. Este povo tem lutando pelas garantias de seus direitos e de suas crianças, afirmando-se enquanto indígenas, habitantes do estado de Neuqén, e argentinos. Importante parte destas reivindicações voltam-se as suas crianças. A conferência, baseada em anos de pesquisa e atuação entre os Mapuche de Neuqén, visa discutir o imbricamento dos direitos indígenas e dos direitos das crianças a partir deste caso tão ilustrativo.

Local: Auditório do CECH (AT2) – 18h


19 de Agosto

Crianças e outras criações

A mesa propõe o debate, nos estudos etnológicos, de diversos seres que são criados e cuidados pelos indígenas no Brasil, em processos que costumam ser debatidos e estudados a partir de campos de conhecimento especializados e segmentados, e que portanto dificilmente dialogam. Assim, pesquisas a respeito de caça, cultivo de plantas, rituais e xamanismo demonstram o investimento indígena no cuidado e na criação de plantas, animais, espíritos, mortos, e muitas analogias entre eles, que pretendemos debater à busca de possibilidades comparativas e de sínteses analíticas mais amplas na etnologia brasileira.

“Bonitinha feito sorriso de criança”: Relações entre infância e criação de animais entre os Karitiana, Rondônia – Felipe Vander Velden, UFSCar.

Criando animais, criando humanos nas aldeias Awá-Guajá – Uirá Felippe Garcia, UNIFESP.

Criando espíritos, criando crianças: a construção do conhecimento –  Myriam Alvarez, PUC-MG.

Criar, Cuidar e Seduzir:.Relações entre humanos e plantas cultivadas na construção do parentesco Jarawara – Fabiana Maizza Pós-doc USP.

Mediação: Clarice Cohn, UFSCar.

Local: Auditório do CECH (AT2) – 9h.


20 de Agosto

 Conselhos e benzimentos –  Criando crianças no Alto Rio Negro

O Alto Rio Negro tem vivido um intenso processo de escolarização que tem implantado escolas na grande maioria das comunidades. Tal processo tem como efeito a prática e o debate acerca do modelo da educação escolar específica e diferenciada, evidencia também a publicação de narrativas rituais, conversão cristã – católica ou evangélica – e processos de patrimonialização da cultura e de retorno de objetos rituais que haviam sido retidos por missionários. Tem sido também palco de muitas pesquisas, sobre história, rituais, formação da pessoa, assim como destes vários processos. Propondo um debate que abranja estes vários fenômenos a partir das práticas contemporâneas de benzimento e aconselhamento, que nos parecem ser um mote comum em muitos destes processos, buscamos debater as infâncias indígenas nesta região e a formação de pessoas em seus desafios atuais.

Rituais de Iniciação e aconselhamento entre os Baré –  Paulo Maya, UFMG.

Benzimentos de crianças entre os Yuhupdeh – Pedro Augusto Lolli, Pós-doc USP.

Criando gente no Alto Rio Negro: Um olhar Waíkhana – Rosi Watikhon.

Ritos de nascimento e de morte entre os Tukano do rio Tiquié, alto rio Negro: notas etnográficas – Melissa Santana de Oliveira – Doutoranda, PPGAS-UFSC.

Conselhos, aconselhamento e escola entre os Baniwa – Amanda R. Marqui e Custódio Bejamim da Silva – OEEI-UFSCar / PPGAS-UFSCar.

 Mediação : Geraldo Luciano Andrello, UFSCar.

Local: Auditório do CECH (AT2) – 9h.


21 de Agosto

O debate sobre infâncias indígenas nas formações de profissionais indígenas

Tem crescido no Brasil a formação de profissionais indígenas em nível técnico e superior, com grande ênfase na formação em Licenciaturas Interculturais. A mesa propõe o debate de como as infâncias indígenas têm sido debatidas nestas formações, e, portanto, o quanto os profissionais indígenas têm sido formados para atuar junto a suas comunidades de modo respeitoso às especificidades das infâncias. Entendendo que eles possam compreender melhor estas especificidades, entendemos também que a eles deve ser providenciado o conhecimento de que elas possam ser respeitadas e um lugar de debate sobre como fazê-lo. Propomos, assim, um levantamento destes processos formativos com ênfase nesta questão.

Licenciaturas Interculturais e outras formações: o caso da UFMG.  – Ana Rabelo Gomes, UFMG.

A formação do professor indígena e sua relação com a educação escolar indígena. – Bruno Kaingang, (mestre UFRGS).

Olhares sobre a infância guarani e a experiência na Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica – Suzana Cavalheiro de Jesus & Clarissa Rocha de Melo – Doutorandas, UFSC.

Os desafios de pensar a especificidade da criança indígena na formação e na atuação dos profissionais indígenas: o caso Xavante – Severiá Idioriê Xavante.

Mediação : Walburga dos Santos, UFSCar.

Local: Auditório do CECH (AT2) – 9h.


22 de Agosto

Criança indígena e direitos

No Brasil, as crianças que são indígenas, e os e as indígenas que são crianças, têm seus direitos garantidos por duas legislações diversas, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os direitos indígenas, que são constitucionais mas ainda se encontram esparsos em diversos corpos legislativos, como por exemplo a Lei de Adoção. Esta mesa propõe este debate, além de colocar em foco os serviços de proteção à infância indígena.

Direitos das crianças indígenas e das indígenas crianças. – Assis Oliveira, UFPA

Crianças indígenas e intervenções estatais: os casos da adoção e do infanticídio – Izabel Gobbi, FUNAI

“E quando a cultura vira um problema?: relações entre a educação das crianças Kaiowa e Guarani e a rede de garantia dos direitos da criança e do adolescente em Te’ýikue, Caarapó-MS”
Diógenes Egidio Cariaga – Doutorando, PPGAS-UFSC.

As crianças nos projetos de futuro dos povos indígenas – Nádia Akauã Tupinambá

Mediação: Clarice Cohn UFSCar

Local: Auditório do CECH (AT2) – 9h.


Conferência de encerramento:

 Crianças Indígenas e seus Direitos no Brasil contemporâneo com Adir Casaro Nascimento, Universidade Católica Dom Bosco.

Adir C. Nascimento é pedagoga, mestre e doutora em Educação. Realiza pesquisa nas áreas de educação, educação escolar indígena e interculturalidade.

Compôs a organização do I Seminário Infância Criança Indígena em 2011 na mesma instituição em que exerce docência no Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade Católica Dom Bosco , Mato Grosso do Sul

Local: Auditório do CECH (AT2) – 14h:30


 

 

 

 

 

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